domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sorria


Ri de si, Ri de dó, Ri de raiva.
Sorri, mas sim, sincero sim.
Me exponho, e apelo, nos proponho.
Ri de si, Ri de dó, Ri de raiva.
Me encontro, te espelho.
Desafio, te provoco.
Ri de si, Ri de dó, Ri de mim.
Ri do óbvio, erro o fácil.
Do dificil, desperdício.
Ri de si, Ri de só, Improviso.
E o público, é de aço?
Não, palhaço.



Vamos espalhar, vamos sorrir.

Não se preocupe, seja FELIZ.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Isso é água de beber, Camará?

Era final de tarde de dezembro de 1959, naquele dia Vinicius de Moraes e Tom Jobim, cumpriam uma missão na futura capital do Brasil. Sorvendo um uisquinho,Vinicius foi interpelado por um despachado engenheiro civil que também participou da construção da nova capital. "Que diabo vocês estão fazendo em Brasília em pleno dezembro, no meio de tanta lama?" Com seu jeito tranqüilo, o poeta respondeu. "O Juscelino nos encomendou uma sinfonia para ser executada no dia da inauguração de Brasília. Mandou vir um piano de Goiânia e nós estamos lá no Catetinho trabalhando. O presidente disse que só voltaremos para o Rio depois que a sinfonia ficar pronta."
Na noite anterior com todos os detalhes vivos na memória, depois do jantar, os dois,Vinicius e Tom,saíram para uma caminhada em volta do Catetinho e um barulho de queda d'água lhes chamara a atenção. Ao procurarem saber de onde vinha o barulho, tiveram a resposta de um vigia: 'Ô camará, isso é água de beber, que tem ali, camará'. E os levou até uma fonte de água límpida, próxima ao palácio de madeira. Os dois beberam da água e ficaram com aquilo na cabeça. Na mesma noite, começaram a compor o samba."

E assim se fez música.

Eu quis amar, mas tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará...